SOPRO (2021)

Na dança, percebemos o desejo de movimento tornar-se realidade: o sentir torna-se pensamento, o pensamento torna-se ação, não a partir de uma hierarquia, mas talvez imersos numa continuidade descontínua, nunca separados.Explorar falas denunciadoras de um corpo, expressar o imediato, o presente, ir ao encontro de si e do outro, sem compromisso com a objetividade e tão pouco com a semântica. O movimento pode ser lapidado, dissecado, subvertido de acordo com as vontades de quem dança e de quem compõe.Assim, o corpo conta a sua história no dançar. Porém, conta uma história não linear, já que a história do corpo é repleta de descontinuidades, a sua realidade é diversa, multifacetada, imprevisível e cheia de surpresas.
(Espetáculo integrado na iniciativa Sangue Novo em Veias Antigas, coorganizada pelos Monumentos do Vale do Varosa e o Teatro Solo, em parceria com os municípios de Lamego e Tarouca e o apoio da Antena 2.)

Conceção e Direção: Elisabete Magalhães

Interpretação: Adão Pinto, Alexandra Ferreira, Ana Fernandes, Ana Martins, Ana Nunes, Ana Pereira, Ana Carolina Silva, Andreia Nascimento, Beatriz Sampaio, Carolina Mota, Catarina Verbruggen, Clara Alves, Francisca Dias, Guilherme Vieira, Inês Silva, Isa Santos, Joana Mota, Joana Sousa, Leonor Rocha, Maria Inês Pereira, Maria Jasmim Correia, Maria João Carrasco, Maria Miranda Leal, Natacha Lobo, Núria Monteiro, Renata Ferreira, Sara Rodrigues, Sofia Pereira, Sofia Silva [Alunos do 3.º ano de Dança do balleteatro Escola Profissional]

Música: Fernanda Wurmbauer